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- Como a inovação muda a relação de poder no mercado de crédito
Fintechs e o open banking colocam o cliente como figura central, mas para democratizar o acesso ao financiamento é preciso mudar o modo de pensar de muitos empresários A transformação digital trouxe grandes desafios para as instituições financeiras, que estão passando por um momento de reinvenção estrutural e de modelo de negócios. Enquanto as empresas investem cada vez mais no sistema open banking, para desverticalizar o processo bancário e democratizar o acesso ao crédito, muitos clientes ainda mostram resistência a esse novo formato. Segundo um estudo realizado pela Opinion Box, a pedido do Paypal, com donos ou decisores de empresas, mais de 70% dos entrevistados afirmam confiar mais nos bancos tradicionais na hora de buscar crédito, apesar de apontarem essa opção como a mais difícil de obter um financiamento. Como o poder sempre esteve nas mãos dos bancos, os usuários ainda estranham o empoderamento conquistado com a inovação no mercado financeiro, que acontece por meio da tecnologia e de um processo de inversão de fluxo: em vez de as instituições financeiras determinarem as variáveis que envolvem as operações de crédito, agora é o cliente que está no centro da tomada de decisão, graças às ferramentas oferecidas por fintechs. Mesmo com essa virada de chave que vem acontecendo no mercado financeiro, ainda existe bastante preconceito por parte dos empresários brasileiros, em especial a visão de que o tomador de crédito é uma empresa ou pessoa que está endividada. Na verdade, é muito comum, em uma economia forte, as empresas necessitarem de capital de giro, uma vez que o crédito, em sua essência, significa fomento ao crescimento. Então, toda empresa que está em desenvolvimento deveria usá-lo, sem constrangimento ou medo de ser estigmatizada. Mudança de mindset Um dos maiores desafios das fintechs é a mudança de mindset do empresário, fazer com que ele entenda as novas regras do jogo. Ou seja, o obstáculo principal é o modelo antigo versus o modelo novo. O empresário brasileiro está tão acostumado à relação baseada no “medo” do banco que ele tem um vínculo quase pessoal, que beira a dependência emocional, com o seu gerente de conta. Prova disso é o hábito de algumas pessoas de enviar presentes em diferentes ocasiões apenas para agradar o profissional que supostamente detém todo o poder sobre as operações de crédito. Na verdade, quem deveria enviar mimos é o gerente, não o cliente. O usuário está tão acostumado a permitir que o banco mande, que apesar de estarem disponíveis bilhões de reais em um marketplace de crédito, por exemplo a preferência de muitos ainda é por continuar falando com o gerente. O empresário precisa entender de uma vez por todas que o open banking, tão disseminado pelo Banco Central do Brasil, busca trazer novos entrantes e novas formas de fazer negócios, com base em tecnologia. Agora, a ordem de poder inverteu: o cliente sinaliza qual é a sua demanda, e o financiador avalia, de acordo com as suas regras de política de crédito, se vai conseguir atendê-las ou não. A solicitação hoje pode ser feita por meio de uma plataforma online, que faz uma busca completa, a custo zero, em todo o ecossistema financeiro. Essa cultura de crédito veio para facilitar o mundo financeiro, que é cheio de termos, siglas e regras, e desmistificar toda a dinâmica que envolve operações de crédito. Durante muitos anos, o mercado financeiro vendeu dificuldade para colher facilidade. Agora, o jogo se inverteu. As fintechs vendem facilidade para vender mais barato, mais rápido e fazer mais volume. Afinal, se não fizerem isso, o cliente continuará com o sistema tradicional Existe um esforço do mundo inteiro para desverticalizar as relações e torná-las peer-to-peer, ou ponta a ponta, eliminando o intermediário e deixando a operação mais acessível. O foco principal é fazer um capitalismo cooperativo, que é quando as pessoas gastam menos energia e cooperam mais, democratizar o acesso ao crédito, desenvolver nossa economia com volume transacional de negócio e, por consequência, nos tornarmos uma nação mais forte. É preciso transformar esse mercado para que o Brasil seja uma nação diferente amanhã. Caso contrário, vamos ficar falando de novo de política, de esquerda, de direita e de centro, e nada vai mudar. Claro que a mudança só acontece por meio de uma economia forte, porque ninguém faz nada sem dinheiro em um estado capitalista. A democratização do acesso ao crédito é um processo abrangente, uma vez que garante uma estrutura econômica mais sólida e traz um maior volume de operações. A partir daí, podemos falar de uma transformação mais profunda da sociedade, que inclui diversidade, aceitação e empatia. A mola mestra do mundo capitalista é o recurso financeiro. Se você não tem capital de giro, está fora do jogo. Mas o mercado está repleto de oportunidades. Basta abrir a mente, abandonar os velhos hábitos e aproveitar as ferramentas disponíveis para alcançar melhores resultados. *Felipe Avelar é fundador e CEO da startup Finplace (www.finplace.com.br), fintech que conecta de forma gratuita empresas que precisam de crédito com instituições financeiras. Foi por 10 anos vice-presidente de operações do Grupo Credit Brasil e possui grande experiência no segmento de crédito para MPMEs. Conheça o CDPV CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas) é uma Escola de Vendas disruptiva especializada em conteúdos, treinamentos e palestras de vendas, fundada em 2003 por Diego Maia, o palestrante de vendas mais contratado do Brasil.
- Como os Recursos Humanos lidaram com as mudanças da pandemia
Na edição especial do programa BóraVoar, Diego Maia conversa com uma constelação de especialistas na área sobre os desafios durante e depois da Covid-19 Os setores de Recursos Humanos das empresas tiveram muito trabalho com a pandemia de Covid-19. Nesta edição semanal e estendida do podcast BóraVoar o palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, reuniu um time de especialistas na área para falar sobre esses desafios. As mudanças têm sido contínuas ao longo desse período, com reflexos que podem ser permanentes nas empresas. Necessidade de adoção do dia para a noite de regimes de teletrabalho, adaptação dos negócios e dos funcionários para a nova realidade, a retomada parcial ou total do trabalho presencial com uma série de cuidados, tudo isso faz parte das novas rotinas do mercado de trabalho. O setor de RH ocupa posição central para lidar com esses desafios e transformar o trabalho antes, durante e depois que a pandemia estiver superada. Foram os profissionais dessa área que se encarregaram de liderar essas mudanças e preservar a saúde e segurança dos colaboradores nesse período. E para o futuro pós-pandemia, o que seguirá, o que mudará e o que voltará ao antigo normal? O programa BóraVoar dessa semana aborda o futuro do setor de recursos humanos, os novos padrões de trabalho, de gestão de pessoas e os processos que serão criados e incorporados no dia a dia das empresas. Veiculado na íntegra na Rádio MaisBrasilNews (101,7 FM de Brasília) e em trechos na Rádio Antena 1 Rio (103,7 FM), Diego Maia, selecionou grandes profissionais do setor de RH para nos contar sobre as oportunidades, dificuldades e expectativas para a área no Brasil. Convidados especiais desta edição: Amanco Wavin - Ana Luisa Winckler, Diretora de RH Sky Brasil - Simone Oechsler, Diretora Executiva de RH Minerva Foods - Adriano Lima, Chief Human Resources Office Grupo Heineken - Juliana Wei, Diretora de RH Capemisa Seguradora - Patrícia Pacheco, Gerente de RH Ticket Serviços - Jose Ricardo Amaro, Diretor de RH SLM Recursos Humanos - Jorge Rodrigues, CEO HDI Seguros - Suzana Fernandes, Gerente de RH Aperte o play e escute agora este super podcast do Diego Maia. Aproveite para assinar gratuitamente o podcast BóraVoar no seu canal favorito. O programa está disponível em todos eles, como o Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e muitos outros. Para ouvir outros episódios do BóraVoar no seu navegador, acesse por aqui. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Aplicação de multas da LGPD começa agora
Lei Geral de Proteção de Dados já estava em vigor desde 2020, mas punições iniciam em agosto de 2021 A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi aprovada em agosto de 2020, contudo, os artigos que tratam das penalidades somente entram em vigor em agosto deste ano. Em resumo, agora é para valer! Por causa desse atraso na aplicação das multas, poucas empresas se ocuparam da nova norma, seja ela pequena ou grande. Pesquisas mostram que mais de 50% das companhias listadas na B3 da Bovespa ainda não se adaptaram. “Nova norma” é um eufemismo: a lei n° 13.709 é de 2018, e a maior parte dos seus artigos entrou em vigor em 2020, ficando as penalidades para 2021 (artigos 52, 53 e 54). Os jornais noticiaram recentemente ações de sindicatos contra empresas já exigindo penalidades para aquelas que expuseram os dados de seus funcionários. Como já esperávamos, a lei será um motivador de litígios – alguns unicamente pecuniários. Empresas devem se preparar Leis protetivas ajudam hipossuficientes eventualmente injustiçados, mas também atraem arrivistas e gananciosos, outro esporte no qual contamos com recordistas olímpicos em profusão. Assim, recomenda-se dar atenção à lei e preparar a empresa para isso. Nos processos recém ajuizados sobre o tema, livraram-se aquelas empresas que demonstraram a adoção de medidas e boas práticas visando o cumprimento das determinações legais; as outras estão sendo obrigadas a se adaptar em curto espaço de tempo, sob pena de multas diárias impostas pelo judiciário. Para relembrar alguns pontos da lei, colocamos abaixo alguns conceitos relevantes e cuidados que toda empresa deve ter: Os dados protegidos pela lei são aqueles das pessoas físicas somente, não das PJ; Dado pessoal não se restringe àqueles mantidos em sistema de informática, mas é qualquer informação da pessoa física que seja controlada por uma pessoa jurídica: vai do atestado médico admissional ao boletim escolar, passando pela caderneta de vacinação dos filhos, dados de sócios em um contrato social, e o histórico de crédito, dentre outros; Toda empresa precisa ter um encarregado de dados pessoais, pessoa assim nomeada para atuar como canal de comunicação entre o controlador dos dados e os seus titulares, bem como a ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados.; A utilização de dados pessoais deve ser precedida de consentimento por escrito do titular dos dados; Exclui-se da necessidade de consentimento a utilização para fins jornalísticos, acadêmicos, cumprimento de obrigações legais, utilização judicial, execução de contratos, proteção do crédito dentre outros; O compartilhamento dos dados deve também ser precedido de consentimento; Ao encerramento do tratamento dos dados, os mesmos devem ser eliminados.; O titular dos dados pode, a qualquer momento, acessar os dados, confirmar a sua existência, portar os dados para outro fornecedor, revogar o consentimento e solicitar a sua eliminação; Pode o controlador dos dados implementar programa de governança com regras próprias para o tratamento dos dados e seu acesso por terceiros, bem como o cumprimento da lei.; As penalidades por descumprimento da lei podem chegar a até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração; Como dito, tudo já estava valendo, menos as penalidades, que entram em vigor em agosto deste ano. Para quem ainda não se adaptou, passou a hora. Gasta-se energia, tempo e dinheiro; mas empresas pequenas e médias conseguem realizar um programa de governança de dados de maneira acessível. O programa começa por um diagnóstico com a indicação dos pontos críticos, ou seja, identificando processos internos nos quais dados são tratados; em seguida, é hora de criar regras para esses processos. Por fim, é o momento de adaptar seus documentos, contratos, e políticas internas para o atendimento da lei: inserção de cláusulas em contratos padrão, adoção de um termo de consentimento padrão, criação de uma política de privacidade, dentre outros. Quem quiser, pode ainda realizar a certificação da ABNT específica para a LGPD, o que lhe garantirá uma prova documental da implementação de boas práticas. Ela está chegando! Marco Aurélio Medeiros (marco@msaonline.adv.br) é advogado desde 1999. Pós-graduado em Direto da Economia e da Empresa e em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, Mestrando em Contabilidade Tributária pela FUCAPE/RJ. Ex-professor de Direito Empresarial da Universidade Estácio de Sá e ex-auditor do Tribunal de Justiça Desportiva do RJ. Sócio da MSA Advogados (www.msaonline.adv.br), atua nas áreas de planejamento tributário e empresarial. Conheça o CDPV CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas) é uma Escola de Vendas disruptiva especializada em conteúdos, treinamentos e palestras de vendas, fundada em 2003 por Diego Maia, o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Atuamos em todos os estados brasileiros e falamos a língua da sua equipe de vendas com soluções para cada tipo de negócio. Fale com nossos especialistas e saiba como podemos ajudar sua organização.
- GenZ, Millenials ou 50+: cringe é não entregar resultados
Mesclar talentos de diversas gerações, suas diferentes experiências e conhecimentos, é estratégia para ter times multidisciplinares e de sucesso Cringe, Millenials, Geração Z. Os termos referem-se a diferentes faixas etárias e ganharam destaque – especialmente com memes, charges, testes e inúmeros comentários nas redes sociais – nas últimas semanas. A repercussão da brincadeira também leva a uma importante reflexão acerca dos desafios para se garantir a convivência intergeracional no mundo corporativo e, consequentemente, promover a genuína diversidade de pensamento. Estratégia que é fundamental para ampliar as chances de sucesso do negócio, pois serão repertórios variados, servindo ao mesmo objetivo: a lucratividade e perenidade da organização. Trabalhar com times cada vez mais multidisciplinares, capazes de fazer análises críticas e de questionar o status quo, impulsiona a inovação, que é base para as transformações e para o crescimento. Assim, as empresas estão em busca de aplicar a diversidade nos variados aspectos, seja de raça, cor, gênero, ideias, seja de escolaridade, idades e gerações. Todavia, em primeiro lugar, é importante salientar que não é prudente enquadrar as pessoas e classificá-las por qualquer um desses aspectos. Aliás, nada mais “cringe”! É preciso entender que o mundo, hoje, exige um ambiente corporativo humanizado e conectado com as tendências atuais. Então, dizer que uma pessoa se comporta de determinada maneira simplesmente em função de sua idade, por exemplo, é simplificar o ser humano e enquadrá-lo em um estereótipo, o que também é complexo e não assertivo. Há muitos profissionais acima de 50 anos extremamente conectados, com alta energia vital e atentos às melhores práticas de mercado. Ao mesmo tempo, outros de 25 a 30, sem qualquer engajamento, desanimados, que não gostam de tecnologia e sequer buscam melhoria contínua. União de sabedoria com conectividade Obviamente, existem características e repertórios mais frequentes em cada geração, mas nenhuma é melhor do que a outra. Todos têm a aprender e a ensinar. Unir a sabedoria dos seniores com a conectividade e inquietude dos mais jovens é um dos ingredientes de sucesso das relações nas empresas. Foi-se a época em que os mais velhos detinham o conhecimento e sabiam todas as respostas. Essa máxima não é mais válida há algum tempo. O que importa é o quanto o profissional foi exposto ao longo de sua carreira, sua vivência em diferentes esferas, sua maturidade. Por outro lado, quanto mais nova é a geração, mais atenta a tecnologias, até por já ter nascido no mundo digitalizado. No entanto, falta o conhecimento prático dos maiores de 50 anos. Portanto, não há certo ou errado, mas um contexto organizacional onde cada um entrega seu resultado, de acordo com suas competências e habilidades, em prol do desempenho geral da empresa. Cabe às lideranças desenvolver times plurais, caso tenham o desejo de se manterem relevantes e se perpetuarem em um mercado permanentemente desafiador, volátil, complexo e ambíguo, onde o que funciona hoje, amanhã poderá já estar obsoleto. Saber ter mente aberta ao novo é fundamental Diante disso, devem estar preparadas para orquestrar os interesses das pessoas – muitas vezes, distintos – nesse ambiente diverso e que costuma ser uma arena propícia para o conflito. Como se é sabido, quando bem gerenciado, esses embates, especialmente de ideias, são o start para a tão buscada inovação. Afinal, as respostas para a transformação de um business podem vir do estagiário ou de qualquer outro nível hierárquico. O importante é saber ter uma mente aberta ao novo, provocando discussões relevantes e criando ambientes onde todos tenham voz. Esse é um cenário favorável à cultura da inovação e demais temas modernos no meio corporativo. As organizações precisam de profissionais relevantes, disruptivos, engajados e que entregarão os resultados pré-determinados, independentemente da idade, raça, cor, gênero, religião ou qualquer outra questão. Ou seja, “mico” – ou “cringe” – é não saber lidar com as diferenças, não ter tolerância e empatia para trabalhar em equipes cada vez mais diversas. Esse tipo de perfil tem sido expurgado das empresas, especialmente as mais estratégicas. * David Braga, CEO da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, que atua nos 24 setores da economia, em todo o Brasil e na América Latina, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte. É autor do livro “Contratado ou Demitido – só depende de você” e professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC). É conselheiro da ACMinas e da ChildFund, instituição eleita, pelo quarto ano consecutivo, uma das 100 melhores ONGs do Brasil, que apoia crianças e adolescentes em extrema vulnerabilidade. Conheça o CDPV CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas) é uma Escola de Vendas disruptiva especializada em conteúdos, treinamentos e palestras de vendas, fundada em 2003 por Diego Maia, o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Atuamos em todos os estados brasileiros e falamos a língua da sua equipe de vendas com soluções para cada tipo de negócio. Fale com nossos especialistas e saiba como podemos ajudar sua organização.
- Food service enfrenta desafios para se recuperar da pandemia
Programa especial BóraVoar aborda em duas partes as perspectivas para o setor de alimentação, um dos mais atingidos pela crise Até fevereiro de 2020 o setor de food service no Brasil, ou seja, de alimentação fora de casa, estava cheio de planos, com previsões otimistas para o ano. Aí a pandemia do Coronavírus chegou em março e jogou uma crise no país que atingiu em cheio as empresas do ramo. No Brasil o setor de alimentação tem um faturamento que gira em torno dos R$ 200 bilhões. É uma indústria gigante que sofreu duramente com a pandemia. Ao longo do ano passado e até hoje muitos bares, restaurantes, cozinhas industriais, padarias, além de fornecedores, tiveram que fechar as portas. Só em março de 2020 ele teve um recuo de 73% em relação ao mês anterior, um impacto enorme. Esse baque fez com que muitas empresas tivessem que praticamente do dia para a noite se reinventarem para conseguirem seguir ativas. A digitalização foi inevitável, assim como a adoção ou reforço do delivery. Nas duas próximas edições semanais e estendidas do podcast inspiracional BóraVoar, do palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, o tema será o setor de food service. Para dar conta de aprofundar todos os assuntos sobre esse ramo que colapsou, seus desafios e as oportunidades, um time de 15 especialistas foi chamado para falar. Veiculado na íntegra na Rádio MaisBrasilNews (101,7 FM de Brasília) e em trechos na Rádio Antena 1 Rio (103,7 FM), Diego Maia, selecionou grandes profissionais do mercado de food service para dar uma perspectiva sobre o futuro. Na primeira parte, serão oito entrevistados. Convidados especiais desta edição: ABRASEL - Paulo Solmucci - Presidente AMBEV - Abilio Secarechio - Diretor Nacional ARCOFOODS - Carla Noronha - Diretora Comercial FRIGOCENTER - Leonardo Morett - Diretor Comercial DIRETTO - Rafael Marchiote Guimarães - Managing Partner IFB - Ingrid Devisate - Cofundadora e diretora executiva IFOOD - Jason Oh - Diretor de parcerias e novos negócios TOTVS - Ramon Silva - Diretor Aperte o play e escute agora este super podcast do Diego Maia. Aproveite para assinar gratuitamente o podcast BóraVoar no seu canal favorito. O programa está disponível em todos eles, como o Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e muitos outros. Para ouvir outros episódios do BóraVoar no seu navegador, acesse por aqui. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Food service vê luz no fim do túnel após crise da Covid-19
Segunda parte do podcast BóraVoar sobre o setor aborda soluções para o futuro do mercado Na nova edição especial e estendida do podcast BóraVoar o palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, segue com um grande time de convidados do setor de food service. A segunda parte do programa recebe grandes especialistas, empresários e gestores do ramo de alimentação fora do lar para traçar um panorama de como foram afetados pela crise da Covid-19 e as perspectivas para o futuro. Como dito na primeira parte, o faturamento anual do food service no Brasil gira em torno de R$ 200 bilhões. Nos 10 anos entre 2009 e 2019 as vendas da indústria alimentícia no país para esse setor cresceram 184%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). No mesmo período, para se ter uma ideia, o varejo tradicional cresceu 134%. São dados que mostram como o food service crescia ano após ano, o que mudou de forma radical com a chegada da pandemia de Covid-19 em março de 2020. Muitos bares, restaurantes, lanchonetes, cozinhas industriais, entre outros, tiveram que fechar as portas ou tiveram grande queda no faturamento. No entanto, já existem indicativos de que uma recuperação começa a acontecer, com a volta a patamares pré-crise. Isso, como fica claro nas falas dos convidados do podcast BóraVoar, muito graças a adaptação, digitalização e busca por novos nichos de mercado e jeitos de fazer negócio que surgiram durante a pandemia. Nessa segunda parte do podcast inspiracional BóraVoar, que também é veiculado na íntegra na Rádio MaisBrasilNews (101,7 FM de Brasília) e em trechos na Rádio Antena 1 Rio (103,7 FM), Diego Maia, recebeu mais sete grandes profissionais do mercado de food service brasileiro, com um total de 15 entrevistados nas duas edições. Convidados especiais desta edição: SINDRIO - Fernando Blower - Presidente IFB - Ely Mizrahi - Presidente Uber Eats - Thaís Azevedo - Head de Marketing Rio Quality - Paulo Marinho - Gestor Comercial Nova Mix - Pedro Botelho - Diretor GRF Distribuidora - João Henrique Diogo - Diretor Comercial CDI Barra - Mirson Simões - Gestor Comercial Aperte o play e escute agora este super podcast do Diego Maia. Aproveite para assinar gratuitamente o podcast BóraVoar no seu canal favorito. O programa está disponível em todos eles, como o Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e muitos outros. Para ouvir outros episódios do BóraVoar no seu navegador, acesse por aqui. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Fundador da Enjoy Imóveis destaca importância do corretor de imóveis
Josué Madeira acredita que profissionais devem ter embasamento na modernidade para serem consultores técnicos e não apenas mostradores de imóveis Um empreendedor do mercado imobiliário carioca, o Diretor e CEO da Enjoy Imóveis, Josué Madeira, foi um dos convidados da edição especial e estendida do podcast BóraVoar dedicado ao mercado imobiliário. O programa foi uma homenagem ao Dia do Corretor, comemorado em 27 de agosto. Na conversa com o palestrante de vendas e criador do BóraVoar, Diego Maia, Madeira destacou a importância dos corretores no mercado atual, já muito digitalizado. Para ele é necessário que os profissionais sejam técnicos e não meros mostradores de imóveis. Confira a entrevista. Diego Maia - Josué, e a digitalização do mercado imobiliário, será que isso é uma ameaça ao corretor de imóveis? Josué Madeira - O mercado imobiliário está em transformação há alguns anos, tendo acentuado recentemente a digitalização. Acho que o grande desafio do corretor de imóveis será escolher o padrão profissional que buscará ter. Se de um consultor técnico, com embasamento alicerçado na modernidade, ou de um mero mostrador de imóveis. Há forças nesse momento buscando tornar os corretores em meros mostradores, por consequência desnecessários na cadeia. Na minha opinião, honestamente, espero que não caiam nessa armadilha. Diego Maia - Você lidera aí na Enjoy Imóveis, uma imobiliária dedicada e especializada na revenda de imóveis usados, imóveis prontos, qual mensagem você deixa felicitando o Dia do Corretor, felicitando o corretor pelo seu dia? Josué Madeira - Gostaria de parabenizar todos os corretores de imóveis pelo seu dia. Vocês são imprescindíveis à realização do principal sonho de qualquer pessoa que é ter onde abrigar se e os seus. Parabéns especial aos corretores da família Enjoy. Esse 27 de agosto será especial. Esperamos que marcante em suas vidas. Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Fintech Pontte oferece crédito mais humano e justo
Caroline Schulz, CSO e co-founder da empresa explica como funciona seu modelo de negócio. Conseguir crédito é um grande desafio para muitos brasileiros. Além da dificuldade de garantir os valores de que precisam, muitas vezes a forma de pagamento desse saldo pode ser um empecilho ou até virar uma grande dor de cabeça. Com a missão de transformar a busca por crédito em um processo mais fácil, humano e justo, foi criada em 2019 a fintech Pontte. Mesmo com poucos anos no mercado a empresa teve um grande crescimento, com mais de R$ 13 bilhões em operações de crédito e recentemente foi uma das 12 fintechs selecionadas pelo programa de aceleração de empresas Scale-Up, da Endeavor. Para falar sobre esse trabalho a CSO e co-founder da Pontte, Caroline Schulz, foi convidada do podcast BóraVoar, do palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia. Confira a entrevista. Diego Maia - Tudo bem, Carol? Caroline Schulz - Oi Diego Maia. Muito obrigado pelo convite de participar do BóraVoar, é um prazer estar aqui conversando com vocês e apresentar um pouco do que a gente tem feito. Diego Maia - Qual o negócio de vocês para ser bem específico? Caroline Schulz - A Pontte é uma fintech de crédito digital. A gente trabalha principalmente com duas modalidades. A primeira, é o financiamento imobiliário, onde você pega um crédito para comprar um imóvel, seja ele comercial ou residencial. E a segunda é o crédito com garantia imobiliária, também conhecido como home equity, onde você aproveita o valor da sua casa para destravar o dinheiro para fazer as coisas que você precisa. Basicamente você consegue pegar até 60% do valor do seu imóvel, com juros super abaixo do mercado, a gente tá falando aqui de 0,79% ao mês, muito menor do que todos os juros de crédito que temos no país. Diego Maia - E qual o destino desse dinheiro? Caroline Schulz - Você usa esse dinheiro para o que você precisar. Seja quitar sua dívida, seja abrir um negócio, investir num negócio, fazer qualquer tipo de compra de alto valor. Esse dinheiro tem destino livre, então, você pode usar ele para o que você quiser, e ele tem um prazo super longo, onde você pode pagar em até 240 meses. "O principal diferencial da Pontte é que a gente é uma empresa super humana. Então, a gente tem uma análise de crédito muito mais facilitada do que todo mundo está acostumado nos grandes bancos." Caroline Schulz Diego Maia - E o que diferencia vocês no mercado Caroline? Caroline Schulz - O principal diferencial da Pontte é que a gente é uma empresa super humana. Então a gente tem uma análise de crédito muito mais facilitada do que todo mundo está acostumado nos grandes bancos. A gente trabalha muito em prol do cliente, então o nosso grande objetivo é de fato oferecer esse crédito, ajudar as pessoas de verdade. Além disso, a gente tem um modelo de crédito flexível. Isso quer dizer que quando você pega um crédito com a Pontte você não fica travado nas suas parcelas para sempre, como acontece nos outros modelos de crédito, nas outras empresas. Aqui você consegue decidir mensalmente quanto você pode e o quanto você quer pagar. Diego Maia - E como isso funciona? Caroline Schulz - Você entra no nosso dashboard de controle e seleciona o valor da sua parcela daquele mês. Se o seu mês está um pouco apertado, você diminui a sua parcela. Se o seu mês está muito ruim, você entra lá e você pula essa parcela. Você não precisa pagar naquele mês, a gente redistribui esse saldo. Tudo isso você faz sozinho, sem precisar de ajuda de ninguém, porque a gente acredita muito que o contrato está no seu nome e você sabe toda a gestão disso. *** Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Ingrid Barth da Linker fala sobre o mercado de startups no Brasil
Co-founder da fintech especializada em pessoa jurídica dá um panorama do setor para o podcast BóraVoar, de Diego Maia. Você sabe o que é uma fintech? Essas empresas são conhecidas por unirem sistemas financeiros e tecnologia, com inovação e otimização de serviços. Uma dessas é a Linker, uma startup criada para ajudar pessoas jurídicas. Ou seja, um banco digital para empresas, onde podem ser abertas contas em questão de minutos, sem toda a papelada, sem ter que assinar diversos documentos e com tarifas bem mais baixas do que os bancos comuns. Umas das startups mais promissoras do Brasil, a Linker tem a sua frente a COO e co-founder Ingrid Barth, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Startups, instituição que reúne mais de 5 mil empresas. Ingrid concedeu uma entrevista exclusiva para o podcast BóraVoar, do palestrante de vendas Diego Maia, que você pode conferir abaixo. Diego Maia - Obrigado por ter aceito meu convite, Ingrid. Me fala um pouco sobre a Linker. Ingrid Barth - Falando um pouquinho da história da Linker, a gente começou muito da história da dor que a gente via na sociedade em geral. Eu vim de mercado financeiro, o meu sócio veio de mercado financeiro. Eu fiquei quase 14 anos em banco de investimento e ele ficou mais 10 anos lá fora, nos Estados Unidos, trabalhando no mercado financeiro também. E quando eu migrei do mercado financeiro para o mercado de fintech, já migrei com essa missão de construção de um produto para pessoa jurídica em uma grande fintech. Que hoje é uma grande fintech, mas que na época era pequenininha, a Neon Pagamentos. E aí eu brinco que eu gostei tanto da brincadeira, que pouco tempo depois, um ano e pouco depois, eu e o David (Mourão, CEO e co-founder da Linker) a gente decidiu fazer algo focado na pessoa jurídica (PJ). Diego Maia - Por que focar na pessoa jurídica? Ingrid Barth - A gente começou a perceber que as poucas iniciativas que tinham focadas em pessoas jurídicas, elas eram uma derivada segunda de uma estratégia de PF (pessoa física). Então, a fintech tinha a fintech, o banco, que tinha uma estratégia de PF, e aí criavam uma estratégia de PJ, mas ainda muito embrionária, ou não muito focada, ou com menos atenção do que a estratégia principal de PF. E aí, a gente percebeu que algo só para PJ podia fazer mais sentido. E eu acredito que foi uma das razões pelas quais a gente conseguiu esse número de clientes e a gente está conseguindo crescer bem, independente de pandemia porque de fato a gente está lá todos os dias. Diego Maia - Se dedicar especificamente ao PJ, não é uma operação múltipla para pessoa física e pessoa jurídica. Ingrid Barth - Exatamente. Porque a pessoa jurídica é bem diferente da pessoa física, e bem diferente daquela estratégia que a gente fala de MEI. Porque a MEI, ela tem um CNPJ, mas ainda assim ela é uma pessoa, uma pessoa operacionalizando. Quando você tem mais de uma pessoa, você tem algumas ideias muito específicas. Só dando um exemplo: a gente nasceu já, eu falo que é bivalente. A gente já é com aplicativo e web. Por quê? Porque a gente sabe que num escritório, quando você tem um sócio, você tá lá sentado, você vai querer usar a web, não só o aplicativo. Se você tem um administrativo, um financeiro, alguém responsável pelo financeiro, essa pessoa muito possivelmente vai usar bastante o internet banking. Essa é uma das coisas que diferencia a estratégia de PF para a estratégia de PJ. Faz com que a estratégia de PJ seja mais complexa, diferente e que precisa de uma atenção específica. "As nossas tarifas, elas são bem baixinhas, comparado com o de mercado." Ingrid Barth Diego Maia - Como é que se remunera uma fintech, já que ela não cobra tarifa? Ingrid Barth - Olha, o segredo é que banco normalmente ganha dinheiro de várias formas. A gente só optou por ganhar dinheiro de uma forma que não onerasse o cliente tanto. A conta não tem custo, mas por exemplo nós, como Linker, somos remunerados toda vez que nosso cliente usa o cartão. Cartão físico e virtual, que são dois produtos que a gente tem. As nossas tarifas, elas são bem baixinhas, comparado com o de mercado. Então, só para fazer uma comparação básica, uma uma TED é tradicionalmente uns 10 reais, a gente cobra 2 reais. Então, a gente não acredita que não precisamos cobrar nada. A gente está prestando um serviço, então a gente quer que esse serviço seja bem visto e com um preço justo. E é o que a gente acredita, é o que faz parte da nossa remuneração, essa prestação de serviço de maneira justa. Diego Maia - E você tá a frente como vice-presidente da Associação Brasileira de Statups. Qual o principal desafio que você enxerga nesse setor, liderando esse setor? Ingrid Barth - Olha, existem muitos desafios. Acho que por isso inclusive que o setor de startups no Brasil é expoente. Porque tem muito trabalho pela frente, muitos desafios. Mas acho que um dos principais desafios é a questão da tecnologia. Não a tecnologia em si, porque a tecnologia é meio, não é fim, mas profissionais e expertise relacionada à tecnologia. Hoje, por exemplo, uma startup ela acaba disputando os talentos com grandes empresas, com planos de carreira muito mais estabelecidos e tal. Então, para você convencer, por exemplo, bons profissionais a irem para a startup, você tem que ter um propósito muito forte. Já, assim, estar um pouco mais estruturado e a gente sabe que a realidade muitas vezes não é essa. É ali o sonho. Então, acho que um dos principais desafios é essa parte de tecnologia, sim, porque são profissionais especializados, técnicos, uma mão de obra qualificada que não necessariamente é barata, né. Esse é um. Diego Maia - E quais outros desafios você destaca? Ingrid Barth - Acredito que essa parte de estruturação também. Apesar da gente estar falando mais de startups, o que é, como é que se constrói e tal, ela precisa ainda de um aculturamento maior. Como é que você começa, quem são os players de mercado, quais são as grandes diferenças entre startups de uma empresa tradicional, o que que você tem que se preocupar ou não. Questões jurídicas, por exemplo, é super importante. Muitas vezes na hora que você tá montando a startup você acaba despriorizando essa parte. Então acho que são esses pontos que hoje pegam mais para startup. E aí, consequentemente, isso também a gente pode falar da parte de acesso à capital. Porque está aumentando, com certeza, a gente tem mais opções. Hoje em dia tem mais gente querendo se tornar investidor anjo, por exemplo, mas a gente está longe de ter um mercado consolidado, hoje a gente está em construção. Diego Maia - Através da Associação Brasileira de Startups você lidera cinco mil associados aproximadamente. Dessas, quantas que conseguem superar a fase de implantação e se tornar um negócio consolidado? Ingrid Barth - Olha, depende muito de cada setor mas de maneira geral, assim, acredito que a grande maioria hoje já esteja conseguindo passar pelo menos da fase dos primeiros investimentos. Então, investimento anjo, ali pro Series A. A média no Brasil tá mais ou menos em quatro anos de vida de uma startup, então, ela já passou pelos primeiros estágios iniciais de captação. Aí o ponto que pega é essa questão do crescimento mesmo porque nessas primeiras fases iniciais você tá com os fundadores, você tem outro colaborador mas aí quando você começa a trazer mais pessoas, ter essa necessidade de trazer mais pessoas, aí a coisa começa a ficar mais complicada por aqueles motivos que eu falei. Então, você precisa estar mais estruturado, você começa já a ter questões legais importantes que você tem que estar preparado. Trazer bons talentos para empresa também é algo que é custoso. E aí vai complicando cada vez mais. *** Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- RH deve ter olhar sensível para o bem-estar dos funcionários
Para Simone Oechsler Diretora Executiva de Recursos Humanos da Sky, setor passou a ter papel de protagonista nas empresas Em todos os setores da economia a área de Recursos Humanos está presente e tem sido fundamental para enfrentar as mudanças trazidas pela pandemia. No ramo de TVs por assinatura não foi diferente, como na Sky Brasil, que possui cerca de 28% do mercado, com 4,6 milhões de clientes atendidos por mais de 1500 colaboradores. A Diretora Executiva de Recursos Humanos da Sky Brasil, Simone Oechsler, acredita que o setor de RH passou a ter um papel mais protagonista dentro das empresas. Com a necessidade de ter um olhar mais sensível para cuidar do bem-estar dos funcionários, ela acredita que as companhias caminham para colocar as pessoas no centro das atenções. “Nós passamos a priorizar ainda mais os nossos colaboradores, os colocando no centro das estratégias.” Simone Oechsler Simone foi uma das convidadas do palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, para a edição especial do podcast BóraVoar, sobre o futuro do RH. Confira a entrevista. Diego Maia - Simone, em um cenário de dúvidas, em um cenário de incertezas, como é que as pessoas podem se preparar para os desafios que estão por vir? Simone Oechsler - Vou contar como a Sky vem se preparando para os desafios que estão acontecendo e os que estão por vir. A Sky vem desde 2019 trabalhando com uma mudança de mindset e transformando a cultura organizacional da empresa, com proposta de construir um ambiente mais colaborativo, inclusivo, inovador e menos hierárquico. Nós passamos a priorizar ainda mais os nossos colaboradores, os colocando no centro das estratégias como parte da meta de negócios da empresa. “É incrível ver times engajados, mesmo com um distanciamento, e motivados a seguir a nova cultura organizacional que estamos construindo.” Simone Oechsler Diego Maia - E como aconteceu esse processo Simone? Simone Oechsler - O processo começou com uma escuta ativa dos nossos mais de 1500 colaboradores por meio de pesquisas e feedbacks internos. Em seguida, implementamos seis atitudes que atualmente baseiam o dia a dia e as tomadas de decisão na Sky. São elas accountability (prestação de contas), candura radical, colaboração, inclusão, inovação e senso de urgência. Eu acredito que estamos no caminho certo, pois quando sabemos onde estão as oportunidades é mais fácil corrigir rotas e transformar em situações. É incrível ver times engajados, mesmo com um distanciamento, e motivados a seguir a nova cultura organizacional que estamos construindo. Diego Maia - Simone, como é que você enxerga o futuro do seu segmento, de pessoas que trabalham com gente, de pessoas que desenvolvem gente? Qual é a sua expectativa para o amanhã? Simone Oechsler - Estou muito otimista. A área de RH passou a ser mais protagonista e na Sky não foi diferente. Hoje temos um olhar muito mais apurado e sensível de cuidar do bem estar dos nossos colaboradores. Em decorrência principalmente dos impactos enfrentados por todos durante a pandemia. Eu vejo também que as organizações caminham para uma mentalidade que coloca as pessoas no centro das decisões. E com isso o RH precisa continuar atuando para flexibilizar práticas e políticas, construir segurança psicológica e cultura de inclusão. Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- RH deve auxiliar no plano estratégico da empresa
Adriano Lima, Chief Human Resources Officer da Minerva Foods, acredita que setor deve sempre evoluir com a companhia “Eu não acredito em plano estratégico de RH, eu acredito em plano estratégico da empresa”. Uma frase forte como essa só poderia sair de um grande nome do setor de Recursos Humanos como Adriano Lima, Chief Human Resources Officer da Minerva Foods. Com mais de 20 anos de carreira, Lima é especialista na área e falou com exclusividade para o podcast BóraVoar, do palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, sobre a atual situação e o futuro do RH. "O maior desafio (na pandemia) com certeza é manter o time engajado, motivado e em alta performance." Adriano Lima Na conversa o executivo destacou a importância do RH na pandemia, especialmente em apoiar e ajudar os colaboradores nesse momento difícil. Lima também contou sobre as ações que a Minerva Foods, que é líder em exportação de carne bovina na América do Sul e que exporta seus produtos para mais de 100 país. Confira. Diego Maia - Adriano, dentre todos os desafios no setor de Recursos Humanos, se você pudesse apontar um grande desafio desse período de crise, o que você apontaria e como vocês aí na Minerva Foods estão se posicionando frente a esse desafio? Adriano Lima - Muito boa essa provocação, principalmente nesse mundo de pandemia que a gente tem enfrentado vários desafios. E o maior desafio com certeza é manter o time engajado, motivado e em alta performance, que sempre destacou no time Minerva Foods. Neste cenário que desestabilizou muito a sociedade, não só o país, o mundo inteiro, a gente se posicionou de forma a apoiar nossos colaboradores em diversas frentes, mas destacando o programa Estar Bem. Diego Maia - Explica como é esse programa? Adriano Lima - Um programa que a gente criou para ajudar nossos colaboradores a cuidarem de si, a cuidarem da família. Até porque a gente acredita que a gente apoia, incentiva, orienta, trabalha junto, mas cada um cuida de si. E com esse programa Estar Bem a gente impactou mais 4 mil pessoas, com iniciativas de promoção ao bem estar físico, financeiro e emocional. E dessa forma diminuindo os impactos da pandemia e principalmente atuando na segurança, na saúde das pessoas e de nossas operações, é muito importante. Diego Maia - Que tipo de ações o programa Estar Bem contemplou? Adriano Lima - O programa contemplou diferentes ações, com foco em quatro pilares: saúde, família, o saber e o bem-estar. Desde o início do ano a gente proporcionou várias oportunidades, várias atuações como a entrega de produtos alimentícios da empresa para as famílias, jogos lúdicos para os filhos dos colaboradores, para promover essa interação entre a família. Atividades ergonômicas, ginástica funcional, meditação, yoga, além do importante apoio médico, psicológico, terapêutico, acompanhamento de gestor. E palestras motivacionais com grandes nomes como Mário Sérgio Cortella, Leandro Karnal, Rossandro Klinjey, Thiago Nigro e por último o Dr. Drauzio Varella. O programa ainda incluiu um concurso cultural que foi muito bacana para estimular a criatividade e o bem-estar dos colaboradores, das famílias, com uma novidade que eles puderam pintar e participaram bastante. Diego Maia - E como vocês têm lidado com a saúde dos colaboradores? Adriano Lima - A gente tem a nossa área de saúde também, atendimento multidisciplinar à disposição 24 horas por dia, sete dias por semana, sem limite de uso ou custo. Os atendimentos são muito feitos por telefone, com sigilo total. Então a gente oferece isso para os funcionários e seus dependentes. Esse tem sido ainda um desafio que a pandemia nos impõe, mas temos todos outros desafios que é manter a Minerva cada vez mais no patamar de alta performance, com uma estratégia clara, uma cultura cada vez com valores mais fortes também, alinhados e esse tem sido o grande desafio. "A área do RH tem que estar evoluindo com a empresa, tem que estar evoluindo com o mercado, para que também possa ajudar as empresas no seu processo de transformação." Adriano Lima Diego Maia - Adriano, você que tem uma carreira bem sucedida na área, já contribuiu com sua experiência em vários segmentos. Como é que se enxerga o amanhã? Quais são as suas expectativas para o futuro do setor de recursos humanos? Adriano Lima - Então, sobre o futuro do RH, eu como executivo de gestão de negócios, que atua com gestão de pessoas, há vinte e tantos anos que me perguntam essa questão do futuro do RH, da evolução do RH. Eu creio que essa resposta é sempre que a área do RH tem que estar evoluindo com a empresa, tem que estar evoluindo com o mercado, para que também possa ajudar as empresas no seu processo de transformação. Então creio que esse tem sido uma grande expectativa para gente, que a área de RH possa ser cada vez mais estratégica. Eu não acredito em plano estratégico de RH, eu acredito em plano estratégico da empresa. O RH é uma área que possui iniciativas estratégicas importantes para ajudar a empresa a se transformar e se transformando junto. Diego Maia - E como a área de RH pode fazer isso? Adriano Lima - Então a área de RH tem que ter essas competências, tem que ter seus serviços muito bem entregues, com alta excelência, tem que se aproximar dos negócios, das lideranças e principalmente ser um vetor importante. Não só da transformação, mas como do fortalecimento da cultura dessa empresa, do engajamento de talentos, tendo muito clara qual é a proposta de valor para os diferentes talentos que a empresa possui. Promovendo mais experiência do colaborador que seja de crescimento, de desenvolvimento, de pertencimento, para que haja assim um casamento quase perfeito entre as pessoas e a empresa Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.
- Teletrabalho é tendência no Grupo Heineken mesmo depois da pandemia
Juliana Wei, Diretora de RH da empresa, explica como setor lidou com as dificuldades para manter a saúde e segurança dos colaboradores Uma das maiores empresas do mundo e que apenas no Brasil conta com 13 mil trabalhadores, o Grupo Heineken passou por muitas mudanças ao longo da pandemia de Covid-19. E o setor de Recursos Humanos da empresa teve papel fundamental nessa adaptação. De acordo com a Diretora de RH da companhia, Juliana Wei, desde o início da pandemia eles desenvolveram uma série de ações, com especial foco na saúde e segurança dos colaboradores. Entre as principais ações tomadas está a adoção do teletrabalho para todas as áreas corporativas, inclusas as forças de vendas. "A gente recebeu uma sinalização muito positiva e de tendência de continuar (o teletrabalho)." Juliana Wei E, devido a boa recepção dos colaboradores, isso passou a ser o modelo oficial de trabalho para esses setores em janeiro de 2021. Para falar mais sobre o momento vivido e como o Grupo Heineken tem lidado com a pandemia o podcast BóraVoar, do palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, recebeu Juliana Wei. Confira a entrevista. Diego Maia - Compartilha com a gente como é que têm sido esses tempos difíceis para o Grupo Heineken. Como é que seus colaboradores têm reagido? Enfim, faz um balanço pra gente Juliana. Juliana Wei - É um momento difícil pra todo o país, do ponto de vista da área de RH. O maior desafio para nós foi tomar decisões e ações com muita agilidade. A gente sabendo que essas ações teriam impacto direto na vida das pessoas, dos nossos colaboradores, e num contexto desconhecido e inseguro, que nunca ninguém havia passado. Então desde que a pandemia foi decretada, nós nos debruçamos no tema em todas as frentes e mais de imediato a gente focou nas ações de saúde e segurança. Então criamos comitês internos, um deles foi o comitê de saúde, composto por representantes de praticamente todas as áreas da empresa. Então traz para a gente a temperatura dos nossos colaboradores nas pontas. Esse comitê até hoje se reúne diariamente pra tratar os temas de saúde e prevenção dos nossos colaboradores na pandemia. Diego Maia - Quais outras ações foram tomadas? Juliana Wei - Outro comitê foi o de liderança, também para endereçar as soluções e dar prioridade a esses temas. Também colocamos todas as funções possíveis de trabalho remoto, inclusive forças de vendas e principalmente pessoas do grupo de risco trabalhando remotamente. A gente propôs uma escala de trabalho reduzida para cargos que estão no campo e nas cervejarias. Nas nossas unidades produtivas nós adotamos medidas restritivas, seguindo todos os protocolos necessários de checagem dos colaboradores que precisavam estar presencialmente em seus postos. A gente providenciou o afastamento de qualquer colaborador que apresentasse sintomas da doença, do Covid, colocando em quarentena e sendo acompanhado diariamente por nossa equipe médica. Diego Maia - A saúde mental dos colaboradores também foi uma preocupação da empresa? Juliana Wei - Também criamos uma plataforma chamada Heineken Cuida, que além de apoiar os nossos colaboradores com uma frente de saúde mental. A gente disponibilizou um canal de WhatsApp exclusivo de saúde corporativa para orientação e atendimento aos 13 mil colaboradores e familiares, que é disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Fazemos uma pesquisa diária de SMS para acompanhamento e sintoma da doença. Internamente a gente acompanha um painel de indicadores relacionado ao Covid, que dá visibilidade da doença em todas as nossas unidades. "Criamos um movimento de onda positiva para compartilhar as ações de impacto positivo com pessoas que superaram a doença e outras coisas que pudessem trazer leveza ao momento." Juliana Wei Diego Maia - Além da atenção a saúde, o que mais foi desenvolvido? Juliana Wei - Além das ações de saúde e segurança, a gente teve outras frentes para suportar o momento. Então criamos aí um movimento de onda positiva para compartilhar as ações de impacto positivo com pessoas que superaram a doença e outras coisas que pudessem trazer leveza ao momento. Aula de ioga, meditação, etc. Também olhamos para benefícios à medida que a gente pode flexibilizar o que era possível pra adaptar à nova realidade, como escolha entre o vale alimentação e refeição. Diego Maia - Como vocês lidaram com essa nova realidade de trabalho remoto? Juliana Wei - Para apoiar as novas formas de trabalho aos colaboradores que estavam em home office a gente definiu a modalidade de trabalho como teletrabalho. Com isso a gente passou a formalizar o remote mode, que quando houver retorno os nossos colaboradores estarão presentes fisicamente no máximo duas vezes por semana. E com isso, para esse novo momento, a gente está adaptando nosso escritório para um ambiente mais colaborativo, criando hubs para apoio físico em localidades de fácil acesso aos nossos colaboradores. Enfim, essas foram as ações que a gente tomou nos últimos meses, que entendemos enquanto empresa é essencial pra apoiar o nosso time e o negócio num momento tão diferente que nunca vivido anteriormente. Diego Maia - Como é que você enxerga a atuação de vocês e como é que você enxerga o mercado no que diz respeito ao trabalho home office, ao teletrabalho, ao presencial ou modelo o híbrido. Como é que você vê isso? Juliana Wei - Bem, essa é uma questão que acho que cada empresa deve avaliar levando em consideração seu contexto, sua cultura, a realidade, seus colaboradores, enfim. Em janeiro de 2021, conforme eu disse, o Grupo Heineken adotou oficialmente o modelo de teletrabalho para todos os times da das áreas corporativas no Brasil. A gente está falando aí de mais ou menos 1300 pessoas que estavam alocadas nas cidades de São Paulo e Itu. Essa modalidade tem uma premissa de execução de atividade funcional no mínimo três vezes por semana fora das dependências da companhia. E a ideia da implementação do teletrabalho veio de pesquisas que a gente fez durante o ano passado com os nossos colaboradores para sentir como estava sendo a experiência de trabalhar remotamente. Diego Maia - E como foi a recepção dos funcionários? Juliana Wei - A gente recebeu uma sinalização muito positiva e de tendência de continuar (o teletrabalho), com impactos relatados da proximidade com a família, de mais qualidade de vida, de ter a flexibilidade, enfim. Isso nos levou à decisão de tornar o modelo como padrão na companhia nas áreas corporativas. E apesar dessa mobilidade não permitir a convivência com os colegas de trabalho, a nossa essência é de gerar conexão entre as pessoas. Então a gente tem se exercitado para manter essa conexão aí diariamente. Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo. Sobre o Diego Maia Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts. Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.












