Programas da Ambev injetaram R$ 19 milhões no setor de bares e restaurantes

Abilio Secarechio, Diretor Nacional da companhia, avalia impactos da pandemia no segmento de bebidas

Com o agravamento da pandemia da Covid-19 foram necessárias medidas de isolamento social e com isso o fechamento temporário de muitos bares e restaurantes. Sem a circulação de pessoas esses locais sofreram muitos impactos. Algumas ações foram tomadas, entre elas iniciativas de empresas para auxiliar esses estabelecimentos a garantirem algum tipo de renda nesse período. A Ambev, uma das maiores empresas do mundo, é uma das companhias que buscou formas de ajudar bares e restaurantes. Programas como o Ajude um Buteco e o Ajude um Restaurante foram muito importantes e arrecadaram cerca de R$ 19 milhões para o setor. Para falar sobre essas ações e outras, como a produção de álcool gel e oxigênio durante a pandemia o palestrante de vendas mais contratado do Brasil, Diego Maia, recebeu o Diretor Nacional do On Trade da Ambev, Abilio Secarechio, no podcast BóraVoar. Confira a entrevista.


Diego Maia - Para o negócio da Ambev, como foi o impacto da pandemia? Em especial na diretoria que você lidera, que é o on trade.

Abilio Secarechio - É Diego, a pandemia trouxe uma grande necessidade de adaptação. No nosso setor não foi diferente. A nossa primeira preocupação na Ambev foi com a saúde dos funcionários, dos clientes, dos fornecedores e todos aqueles que de certa forma estão envolvidos no nosso sistema. A gente também assumiu um papel muito importante de apoio à sociedade com várias ações. Algumas delas foram: a adaptação das nossas cervejarias para produzir álcool em gel, oxigênio no pico da crise - a gente parou uma das nossas fábricas para produzir -, produção de 3 milhões de face shields para os profissionais da saúde, a doação das caixas térmicas que são tão importantes para a logística das vacinas, entre muitas outras coisas que me dão bastante orgulho por terem ajudado a sociedade nesse momento difícil, que ainda não passou, mas muito em breve com bastante esperança que a gente volte à vida normal.


“O nosso time de vendas, na verdade é um time de relacionamento, é um time de negócios, que vai para o estabelecimento para ajudar o nosso cliente.” Abilio Secarechio

Diego Maia - Abílio, quais foram os principais movimentos que vocês fizeram e que ainda estão fazendo para contribuir para a sobrevivência do setor de bares e restaurantes, que foi praticamente nocauteado com a pandemia?

Abilio Secarechio - Os bares e restaurantes são os nossos grandes parceiros e a gente sabe que esse tem sido um período bastante difícil, que exigiu muita capacidade de adaptação e também muita resiliência. No nosso lado a gente procurou criar alguns programas que ajudassem a eles passarem por esse período mais difícil, os períodos que tiveram um fechamento ali total nos lockdowns. A gente criou o Ajude um Buteco, através da marca Bohemia. Os consumidores podiam comprar vouchers de R$ 25, R$ 50 e R$ 100 com 20% de desconto custeados pela gente. Esse voucher era comprado, o bar e restaurante já recebia o dinheiro para que depois, no momento da reabertura, o consumidor pudesse ir até lá, usar o voucher e voltar a movimentar esses estabelecimentos.


Com a Stella Artois a gente criou o Apoie um Restaurante. A gente ofereceu a oportunidade de os consumidores comprarem vouchers de R$ 100 ou R$ 50, também para usar no momento da reabertura. As edições que a gente teve deste programa foram em 2020 e 2021, e a gente ajudou mais de 6 mil estabelecimentos no Brasil. Vendemos quase 200 mil vouchers com 50% de desconto para o público. E essa iniciativa injetou mais de R$ 19 milhões no setor.


“Estamos muito esperançosos, mas ao mesmo tempo com a guarda alta, a gente sabe que ainda não passou. Vacinação é crucial.” Abilio Secarechio

Diego Maia - Abílio, olhando para a frente, olhando pro futuro, olhando pra cima, como é que você enxerga essa retomada? Quais são as expectativas para o amanhã?


Abilio Secarechio - As expectativas são as melhores possíveis. Com esse avanço da vacinação a gente já consegue enxergar um horizonte onde as coisas estejam já muito mais próximas da normalidade. A gente vai voltar aí, com certeza, a ter mais frequência nos bares, nos restaurantes, encontrar os amigos, tomar aquela boa e velha cerveja gelada do jeito que o brasileiro gosta. Para esse momento que é tão importante pra gente de socialização e que faz falta no nosso dia a dia. Então estamos muito esperançosos, mas ao mesmo tempo com a guarda alta, a gente sabe que ainda não passou. Vacinação é crucial. Também é crucial que a gente continue respeitando todas as orientações, como o uso de máscara, do álcool em gel, toda a parte de higiene. Sem dúvida nenhuma daqui a pouco vai ser uma página virada esse período de pandemia, com as adaptações, com os aprendizados que esse período nos trouxe, mas com certeza absoluta voltando à vida normal, que é na mesa de um bar ou na mesa de um restaurante.

Diego Maia - Eu não podia deixar você ir embora, Abílio, sem perguntar sobre a atividade de venda. Sobre o profissional de vendas. A Ambev é uma escola de vendas. Eu quero saber de você o seguinte: você enxerga o futuro do profissional de vendas? Do representante, do consultor, do vendedor, do televendas, para esse setor de food service. Como é que você enxerga isso, que análise você faz sobre essa atividade?

Abilio Secarechio - Ótima pergunta Diego. O futuro do profissional de vendas, de uma pessoa totalmente dedicada ao sucesso do cliente. A gente tem um estereótipo do profissional, de maneira genérica, de ser aquela pessoa 100% dedicada a vender e não necessariamente alinhado com o que o cliente quer e precisa. No nosso caso, na Ambev, a gente tem feito o contrário. O nosso time de vendas, na verdade é um time de relacionamento, é um time de negócios, que vai para o estabelecimento para ajudar o nosso cliente. Para ajudar a achar alternativas para vender mais, para ajudar a achar alternativas para executar melhor as marcas, para a gente conseguir criar fluxo para esses bares e restaurantes. Então um time cada vez mais focado no sucesso do cliente. E obviamente se o sucesso do cliente acontecer, também é o nosso sucesso. Então é assim que a gente enxerga o futuro do profissional de vendas. É assim quem quer atender cada vez melhor os bares e restaurantes do Brasil.

Você pode conferir mais entrevistas exclusivas no Portal CDPV e ouvi-las no podcast BóraVoar no seu navegador ou na sua plataforma de streaming preferida, como o Spotify, por exemplo.


Sobre o Diego Maia


Diego Maia é o palestrante de vendas mais contratado do Brasil. Com 6 livros publicados, atua no mercado de palestras e treinamentos de vendas desde 2003. Apresenta o BóraVoar, programa que está no ar em diversas emissoras de rádio como Antena 1 (103,7 FM Rio de Janeiro) e Mais Brasil News (101,7 FM Brasília). O programa também é publicado diariamente em todos os aplicativos de podcasts.


Diego Maia é CEO do CDPV (Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas), escola de vendas pioneira no Brasil, especializada em treinamentos de vendas presenciais e online.